Apresentação do Projeto de Requalificação do Espaço Urbano Público da Vila de Arganil

 

Foi apresentado publicamente dia 18 de outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o Projeto de Requalificação do Espaço Urbano Público da Vila de Arganil, que pressupõe uma renovação e uniformização do centro histórico da sede de concelho, através de candidatura a fundos europeus, no âmbito do Programa Centro 2020.

A sessão iniciou-se com uma breve explanação da necessidade da requalificação das zonas consideradas, pelo Presidente da Câmara Municipal, Eng.º Ricardo Pereira Alves, bem como de todo o processo decorrido entre a aprovação da Área de Reabilitação Urbana (ARU) em Assembleia Municipal e apresentação de estratégia junto da Autoridade de Gestão do Centro 2020, até à aprovação das candidaturas para a Casa das Coletividades e Requalificação do Espaço Público.

Face às prioridades do Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU), Ricardo Pereira Alves explicou que, uma vez devolvido o Teatro Alves Coelho à Santa Casa da Misericórdia, por vontade desta entidade, houve uma necessidade de revisão das mesmas, tendo passado para primeira e segunda prioridades a Reabilitação do Centro Histórico da Vila e a Casa das Coletividades, respetivamente. Desta forma, a requalificação do Teatro Alves Coelho, não deixando se ser uma prioridade, passou para terceira plano, uma vez que, não tendo a Câmara Municipal de Arganil qualquer título sobre o edifício, não há possibilidade de fazer candidatura para comparticipação a fundo perdido.

Prosseguindo, Ricardo Pereira Alves justificou a importância que esta requalificação tem para o centro histórico de Arganil, referindo que “a última intervenção já decorreu há 16 anos e existem hoje fundos europeus para a regeneração urbana que apenas podem ser aplicados nas sedes de concelho”, referindo-se à especificidade deste Fundo Comunitário que apenas pressupõe requalificação em centros históricos, zonas ribeirinhas ou zonas industriais abandonadas.

Nas palavras do Presidente da Câmara, esta reabilitação urbana vem “conferir uma maior atratividade ao centro histórico de Arganil, valorizando o seu espaço público”, pretendendo levar as pessoas “sobretudo, a comprar no seu comércio tradicional”.

No seguimento da constante melhoria da qualidade de vida dos munícipes, resultará desta intervenção, um centro mais dinâmico, uniforme e atrativo, com espaços públicos renovados, nos quais as pessoas e a sua segurança e conforto são o principal foco.

Como foi anunciado, as obras têm início previsto para o primeiro trimestre de 2017 e, com um prazo de empreitada de 180 dias, estarão organizadas por zonas, de forma a minimizar os transtornos causados pelas mesmas no dia-a-dia dos munícipes e turistas.

O projeto e as alterações de que o centro histórico será alvo, foram apresentados pelo seu coordenador, Arq.º Bruno Dinis que, segundo mencionou, se apoiaram nos resultados do levantamento preliminar, cujas conclusões ditaram a desuniformidade e mau estado de passeios, pavimento e mobiliário urbano, colocando algumas vezes em risco a segurança e o conforto do peão. Para além destas intervenções, haverá ainda uma adaptação dos sistemas de drenagem de águas pluviais, bem como da recolha de resíduos urbanos, através da implantação de ecopontos subterrâneos.

Após a apresentação do projeto, houve ainda espaço para esclarecimentos ao público e debate, no qual foram ouvidas as sugestões e opiniões principalmente dos comerciantes, com estabelecimentos nas zonas alvo de reabilitação.

O projeto de intervenção de Requalificação do Centro Histórico e da Casa das Coletividades foi desenvolvido inteiramente pela equipa técnica da Câmara Municipal de Arganil e será financiado, conjuntamente com a Casa das Coletividades, em 1 milhão e 68 mil euros, por fundos provenientes do Centro 2020.

Para ver a apresentação do projeto clique aqui.



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