Côja e Vila Cova de Alva elevadas à categoria de Vilas Históricas
O concelho de Arganil vê reconhecidas Côja e Vila Cova do Alva como vilas históricas, após aprovação unânime na Assembleia da República dos projetos de lei apresentados pela Comissão da Reforma do Estado e Poder Local.
O processo foi desencadeado por proposta do executivo municipal, aprovada em reunião de Câmara a 19 de novembro de 2024, com o objetivo de ver reconhecida a condição histórica destas localidades.
Esta decisão reconhece o percurso histórico e a relevância destas localidades, ambas atravessadas pelo rio Alva e com um passado marcado pela condição de sedes de concelho.
Para o presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, esta decisão “representa o culminar positivo de um processo que a autarquia acompanhou e impulsionou, com o objetivo de assegurar o reconhecimento da condição histórica destas localidades enquanto antigas sedes de concelho, com um património e uma identidade que importa valorizar”.
Côja foi vila e sede de concelho entre 1260 e 1853, dispondo de foral antigo datado de 1260 e de foral novo atribuído em Lisboa a 12 de setembro de 1514. Posteriormente, passou a freguesia e, no âmbito da reforma administrativa de 2013, integrou a União de Freguesias de Côja e Barril de Alva.
Também Vila Cova de Alva foi vila e sede de concelho até 1836. A localidade teve carta de foral concedida pelo Bispo de Coimbra no século XIV, confirmada no século XV, tendo sido posteriormente renovada por D. Manuel I, em 1514, e por D. João III, em 1540.
Recorde-se que, em dezembro de 2024, também Pombeiro da Beira foi elevada à categoria de vila, num processo que veio igualmente reconhecer a importância histórica e o papel desta freguesia no plano regional e nacional.













