Janine Mercury é a próxima artista convidada a expor no Átrio de Exposições Guilherme Filipe.
A partir do dia 4 de novembro, Perspectivas do Invisivel, um conjunto de obras em acrílico sobre tela, que explora geometrias ocultas no cotidiano, padrões, linhas e formas que normalmente passam despercebidas, vai ocupar o espaço branco da sala, transformando-o num lugar de encontro entre a geometria, cor e diferentes formas de percecionar o mundo.
Inspirado na op-art, brutalismo e linguagem arquitetónica, o trabalho de Janine Mercury procura fundir estrutura e vibração cromática, cruzando a racionalidade da forma com a dimensão subjetiva da cor. As composições exploram perspetivas inesperadas, corredores, azulejos, plantas baixas e estruturas híbridas, que desafiam os limites do espaço pictórico. Enquanto artista neurodivergente, autista e com TDAH, Janine Mercury recorre a cores intensas e a contrastes marcantes como forma de organização percetivas e de expressão sensível.
A exposição, a inaugurar no dia 4 de novembro, pelas 17h30, estará patente neste espaço até ao dia 27 de novembro e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 17h30.
Janine Mercury nasceu em Lisboa, onde atualmente vive e trabalha. Na infância, mudou-se com a família para o estado do Piauí, no Brasil, onde foi criada. Formou-se em marketing e, posteriormente, estabeleceu-se em Paris, desenvolvendo durante 15 anos uma carreira sólida como business analyst na indústria da moda e do luxo. Apesar de pintar desde jovem, manteve sua prática artística em segredo durante muitos anos. Há mais de quatro anos dedica-se exclusivamente à arte.









