Requalificação dos açudes do Poço da Cesta e Vale Pardieiro pronta a avançar

No Poço da Cesta, as margens do rio Ceira serviram de cenário à sessão de assinatura do auto de consignação da empreitada de Reabilitação Fluvial do Rio Ceira – Obras Hidráulicas, que marcou o início das obras de requalificação dos açudes do Poço da Cesta e de Vale Pardeiro, ambos na União das Freguesias de Cepos e Teixeira, no concelho de Arganil.

Com um prazo de execução de 150 dias (5 meses), a empreitada prevê, além dos açudes de Arganil, a beneficiação de mais seis pontos de um percurso fluvial que abrange os municípios de Góis (açude de Santo António), Lousã (açudes do Cabril do Ceira, Amiais e Barrabás) e Pampilhosa da Serra (açudes de Quinta da Mata e Foz do Choroso). Além da reparação dos açudes, estão também previstos trabalhos de reperfilamento do leito e margens.

A intervenção representa um investimento de 97.672,96€, de um total de 2,6 milhões de euros, financiamento pelo EEA Grants, no âmbito do projeto “Gestão da Bacia Hidrográfica do Rio Ceira face às Alterações Climáticas”. A Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC) é a entidade promotora da empreitada, por delegação de competências dos quatro municípios.

“Assinalamos um conjunto de intervenções no rio Ceira, não só no leito, mas também nas margens, que consideram a consolidação e reabilitação de açudes fluviais”, começou por referir o presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, a abrir a sessão. As obras são concretizadas “ao abrigo de um processo em que vimos a trabalhar há muito tempo, dinamizado pela Agência Portuguesa do Ambiente e da Secretaria de Estado do Ambiente”, acrescentou o autarca.

Durante a apresentação do projeto, Rodrigo Maia, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, entidade responsável pela elaboração do projeto, explicou que as obras possuem uma forte componente de sustentabilidade ambiental e têm como objetivo melhorar a gestão do seu escoamento para diversos fins e em diversas situações, desde as situações de estiagem ou seca às grandes cheias.

Este objetivo assume especial relevância no contexto da mitigação dos efeitos das alterações climáticas, em particular, no aumento da frequência de ocorrência de fenómenos hidrológicos extremos.

A sessão contou com a presença do vice-presidente da CIM-RC, José Brito, do vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado, do administrador da Região Hidrográfica do Centro, Nuno Bravo, e do presidente da União das Freguesias de Cepos e Teixeira, José Costa.



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