“Cinema Português em Movimento”Iniciativa do Instituto do Cinema e do Audiovisual numa parceria com o Município de Arganil, promove o cinema com exibições ao ar livre

Nos dias 22 e 30 de Agosto no âmbito do projeto “Cinema Português em Movimento”, o Município de Arganil e o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), estão a organizar exibição ao ar livre de duas obras cinematográficas nacionais nas localidades de Coja e Piódão.

Esta iniciativa surge para assinalar o 40º aniversário de atuação institucional dirigida à proteção e desenvolvimento da atividade cinematográfica em Portugal, tendo como intuito divulgar e valorizar a produção nacional, assim como facilitar e estimular o acesso à cultura cinematográfica portuguesa, numa promoção da proximidade entre o ICA e a comunidade.

A primeira exibição será na Praça Doutor Alberto Vale em Coja, no dia 22 de Agosto, pelas 21h30, com “O Cônsul de Bordéus” (2012), de João Correa e Francisco Manso, com Vítor Norte, Carlos Paulo e João Monteiro nos principais papéis. Uma obra que retrata a vida de Aristides de Sousa Mendes, Cônsul de Portugal em Bordéus no ano de 1940, ano em que esta cidade foi invadida pelas tropas alemãs.

Dia 30 de Agosto, também pelas 21h30 será exibido, no Largo Cónego Manuel Fernandes Nogueira – Piódão, o filme “Amália – O filme” (2008) de Carlos Coelho da Silva, com Sandra Barata Belo no papel da grande fadista e com os atores Carla Chambel e Ricardo Carriço nos principais papéis. Esta película retrata de forma romanceada, a vida daquela que é considerada a maior fadista e figura incontornável da história do nosso país.

Este protocolo do ICA com vários municípios e juntas de freguesia, surge do encerramento de 66 salas de cinema no país, o que fez com que muitas localidades ficassem sem oferta e com acesso dificultado a exibições cinematográficas.

Sinopses dos filmes

Amália, o filme:

Nova Iorque, 1984: Amália vai matar-se. A obsessão pela morte vem da adolescência, ela está doente, pensa que é agora. Abre as portas da varanda da sua suite e olha para o abismo. E nesse momento Amália revê uma vida de génio artístico, de sucesso planetário, mas também de frieza familiar, de desilusões amorosas, em que avulta uma paixão impossível, a relação controversa com a extrema melancolia do fado, que não ama por se aproximar demasiado das sombras da sua vida mas que faz vibrar como ninguém, dando ao filme os seus momentos mais espectaculares. De1954 a1984, são trinta anos em busca de um equilíbrio que escapa, de um amor que lhe foge, ao contrário do sucesso artístico, que a vai projectando como uma vedeta mundial.

O Cônsul de Bordéus:

Com a invasão de França pelas tropas nazis, dezenas de milhares de refugiados começam a formar-se junto do consulado português em Bordéus, na esperança de aí obterem um visto para Portugal. Obrigado a respeitar a circular de Salazar que determinava a proibição expressa de concessão de vistos a quaisquer refugiados judeus, Sousa Mendes viveu, então, um terrível dilema: se concedesse vistos, arriscava a carreira diplomática e o sustento da sua família; se não o fizesse, todos aqueles milhares de pessoas teriam como destino os campos de concentração nazis.



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