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Real Companhia (9)

Praça Simões Dias celebrou com Fernando Pereira 50 anos de uma carreira feita também de raízes

Há lugares que nunca deixam de fazer parte de nós. E há artistas que, ao longo de uma vida, levam consigo a terra onde nasceram, transformando-a em música e identidade. Foi assim na noite de 22 de agosto, quando a Praça Simões Dias se encheu para receber Fernando Pereira e a sua Real Companhia, num concerto integrado no programa Noites de Verão, que assinalou os 50 anos de carreira do músico arganilense.

Recebido calorosamente, numa noite de reencontro entre o artista e a sua terra, o espetáculo foi marcado pela emoção, pelos aplausos e pela cumplicidade de um público que acompanhou com entusiasmo cada momento.

Ao longo de cinco décadas de carreira, Fernando Pereira nunca escondeu o orgulho nas suas origens. Pelo contrário, Arganil, a Serra do Açor e as suas gentes sempre fizeram parte da sua identidade artística, assumindo-se como uma verdadeira bandeira do seu percurso musical. Foi precisamente essa ligação às raízes que voltou a estar em evidência nesta noite tão especial.

“Fraga da Pena” e “Serra do Açor” foram alguns dos temas do alinhamento, evocando paisagens, lugares e sentimentos profundamente ligados à sua terra natal. Mais do que canções, foram momentos de memória e de pertença, numa espécie de homenagem cantada à terra que Fernando Pereira leva consigo por onde passa.

Para tornar esta celebração, ainda mais especial o músico partilhou o palco com Sebastião Antunes, cantor, compositor e músico, reconhecido pelo seu trabalho de valorização e renovação da música de raiz tradicional portuguesa e fundador e voz do projeto Quadrilha.

Juntos, Real Companhia e Sebastião Antunes, construíram um espetáculo onde se cruzaram temas da carreira do músico arganilense, canções de Sebastião Antunes e outras referências do cancioneiro tradicional português, num encontro entre diferentes gerações, sonoridades e formas de comemorar a música portuguesa.

Mas foi também um concerto de afetos. De um lado, um artista que celebra 50 anos de uma carreira e do outro, uma terra e um público que o reconhecem como um dos seus e que fizeram questão de o receber de braços abertos.

Fernando Pereira regressou a casa para celebrar meio século de música e encontrou uma Praça cheia para celebrar com ele. Entre canções, aplausos e memórias, ficou a certeza de que, cinco décadas depois, as raízes continuam profundamente ligadas à sua música e que Arganil continua a ser, para Fernando Pereira, muito mais do que o lugar onde nasceu, mas sim uma parte indissociável da sua história e da sua identidade.

Parabéns Fernando Pereira, parabéns Real Companhia!

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