Carros ganham asas na Capital do Rally

Arganil abriu caminho aos melhores pilotos mundiais para uma muito aguardada dupla passagem pelo concelho, que se fez de grande espetáculo e muita adrenalina, no dia 21 de maio. Ao longo dos quase 19 quilómetros de troço, considerado um dos mais duros e desafiantes do Rally de Portugal, as potentes máquinas fizeram vibrar os largos milhares de adeptos que rumaram à Serra do Açor muitas horas antes do arranque da prova, à boa maneira antiga.

Disperso pelas três amplas Zonas Espetáculo preparadas pelo Município de Arganil e pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), organizador da prova, os fãs revelaram grande espírito de desportivismo e cumpriram à risca as recomendações da Direção-Geral da Saúde. A capacidade foi reduzida a 25% relativamente a 2019 e as medidas higiénicas que se impõem em período de pandemia foram respeitadas, contribuindo para um espetáculo de qualidade e para o sucesso da prova. Para o presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, esta conduta exemplar veio confirmar, tal como em 2019, que “podemos e devemos confiar no público, porque são eles, profundos apaixonados da modalidade, os mais interessados em que o Rally de Portugal continue a passar no nosso concelho por muitos e bons anos”.

“Aterragem” do presidente do ACP e diretor da FIA na Casa do PPD

Faltavam poucos minutos para o primeiro carro arrancar e ecoar pelas montanhas da Serra do Açor quando Luís Paulo Costa recebeu a visita do presidente do ACP, Carlos Barbosa, e do diretor de Ralis da FIA, Yves Matton, que, evitando o “trânsito”, sobrevoaram o troço antes de aterrarem bem próximo da mítica Casa do PPD. Juntos, assistiram à partida dos primeiros pilotos da WRC, colocados logo à prova na traiçoeira curva daquele antigo abrigo florestal, imortalizado nos “roadbook” da prova. Pouco mais à frente, as máquinas ganhavam asas na famosa “zona dos saltos”, para êxtase dos adeptos que aguardavam ansiosamente noite dentro por aquele momento.

Os vencedores em Arganil

O espanhol Dani Sordo foi o que teve melhor desempenho na primeira passagem pelo concelho (11m54,4s), mas Ott Tänak, da Estónia, viria a revelar-se o mais rápido dos 80 pilotos a percorrer o clássico e implacável troço de Arganil, desenhado à medida dos melhores do mundo. Na segunda passagem, o piloto da Hyundai completou os 18,82 km em 11m52,4s e repetiu o feito de 2019, contornando com pulso firme e mestria as curvas enganchadas, os acentuados desníveis e os saltos encadeados que tornam tão especial a classificativa de Arganil.



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