MUDE apresentou “Trip” a um auditório a rebentar pelas costuras

 

Sala cheia e um público expectante para ouvir os primeiros acordes daquele que seria um concerto surpreendente, quer na frescura e arrojo das melodias, quer no enorme talento de cada um dos músicos. Foi assim, no passado sábado dia 8 de fevereiro, no Auditório da Cerâmica Arganilense, sítio este que tem vindo gradualmente a afirmar-se como um espaço lúdico e cultural e que tem trazido a Arganil grandes músicos e espetáculos de qualidade ímpar.

Em cartaz estava a apresentação do álbum de estreia de MUDE, o mais recente projeto jazz/fusão de Marito Marques, um dos rostos da nova vaga de grandes bateristas nacionais, orgulhosamente arganilense, que tem habituado o público a grandes produções e prestações em palco. Desta vez não foi diferente, nem na qualidade do espetáculo, nem na dimensão do público e do carinho para com este artista que deixou de ser só nosso e é agora do mundo.

“Trip”, disco de estreia, é um álbum composto por originais escritos pelos músicos, Francisco Sales, Marito Marques e Bruno Duro, gravado e arranjado no GMP Recording Studios em Arganil. Fazendo jus ao nome, este disco surge de facto como uma viagem, em que cada tema poderia ser a banda sonora de um qualquer lugar, como se em cada uma das faixas se visitasse um sítio diferente. Nesta incursão pela fusão de instrumentos e estilos, que de tão diferentes se concertam na perfeição, estão por trás músicos muito jovens mas com uma maturidade musical acima da média.

Marito Marques, baterista com uma carreira musical em ascensão, viu nesta sala que quase rebentou pelas costuras, certamente o respeito e admiração de um público que reconhece o seu sempre meritoso trabalho e dos músicos de excelência por quem se faz sempre acompanhar.



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