Arganil e as Invasões Francesas em roteiro turístico histórico

No ano em que se assinalam 210 anos sobre o término da Terceira Invasão Francesa, a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra assinala a efeméride através de um roteiro temático alusivo a estas invasões no território, elaborado sobre a chancela da revista National Geographic e que vem reforçar o turismo militar na região.

Este roteiro é assim um importante marco para a consolidação do desenvolvimento deste recurso turístico, que está a ser trabalhado no sentido de o tornar diferenciador, sustentado ainda por ações complementares a esta, como a sinalização dos principais pontos de interesse e a implementação de soluções de realidade aumentada e virtual nas infraestruturas de apoio ao visitante. Em Arganil, esta sinalização está implantada em Sarzedo, enquanto marco do local no qual as tropas inimigas estiveram acantonadas entre 17 e 19 de março de 1811.

Neste âmbito e em complementaridade com as comemorações, a Biblioteca Municipal Miguel Torga vai ter patente entre 19 e 31 de julho uma exposição documental da passagem das Invasões Francesas pelo concelho de Arganil, que não só deixaram marcas no território como no país, num período da História de Portugal que não pode nem deve ser esquecido.

Um pouco da História…

Invasões Francesas no concelho de Arganil:

Das três Invasões Francesas de que Portugal foi alvo, quando ao recusar aderir ao Bloqueio Central decretado por Napoleão Bonaparte contra a Inglaterra se colocou ao lado deste país contra a França, o concelho de Arganil apenas foi atingido pela que iniciou em 1810, comandada pelo Marechal Massena e que representou a terceira Invasão Francesa. No entanto os efeitos da primeita e segunda invasões tinham já provocado graves problemas de abastecimento às populações, trazendo fome e miséria.

Estiveram na Região da Beira Serra entre o dia 12 e 19 de Março de 1811. A 17 e 18 de Março há tropas por todo o lado, desde o Mucelão, S. Martinho da Cortiça, Sarzedo, Arganil, Secarias, Mouronho, Meda de Mouros, Oliveira do Hospital.

À destruição, à fome e aos assassínios e, acompanhando as vagas de desalojados e de órfãos, sucederam-se as epidemias. Regressadas às suas casas, as populações que resistiram encontraram um rasto de destruição e os campos estéreis. A escassez de géneros tornou-se aflitiva e os preços dispararam. Foram tempos difíceis, de orfandade de poder, de grande incerteza política e de enorme instabilidade social.

Mais pormenores e testemunhos da História das Invasões Francesas podem ser conhecidos na exposição a inaugurar a 19 de julho, na Biblioteca Municipal Miguel Torga, que posteriormente fará itinerância por vários pontos do concelho em datas e locais a anunciar brevemente,

Para mais informações:

https://www.cim-regiaodecoimbra.pt/mapa-roteiro-das-invasoes-francesas-na-regiao-de-coimbra-apresentado-no-convento-santa-cruz-do-bussaco/

https://www.cim-regiaodecoimbra.pt/regiao-de-coimbra-instala-os-primeiros-paineis-informativos-sobre-as-rotas-napoleonicas-no-ambito-do-napoctep/



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