Construção de ETAR em Sanguinheda e subsistema em Casal de S. José tem início em novembro

A Câmara Municipal de Arganil vai avançar já no próximo mês de novembro com a construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) em Sanguinheda, na freguesia de S. Martinho da Cortiça, e do subsistema de Casal de S. José, na freguesia de Arganil.

O contrato da empreitada, que envolve um investimento superior a 425 mil euros e tem um prazo de execução de 180 dias (cerca de 6 meses), foi assinado no passado dia 14 de outubro por Luís Paulo Costa, presidente da autarquia, e António Sousa, representante da empresa responsável pelas duas intervenções, a Socorpena – Construções e Obras Públicas, Lda..

O líder do executivo camarário revelou-se satisfeito com o início das duas intervenções, que se destinam a aumentar a qualidade dos serviços de saneamento prestado à população. Aproveitou, ainda, a ocasião para justificar o atraso registado no processo. “Fizemos vários exercícios ao longo do tempo e testámos várias geometrias até chegamos, finalmente, a esta solução de juntar numa só empreitada a ETAR de Sanguinheda e o Sistema de Casal de S. José, o que tornou o processo interessante do ponto de vista do mercado”, referiu Luís Paulo Costa, adiantando que as intervenções integraram, anteriormente, concursos que não obtiveram qualquer proposta.

A intervenção prevista em Sanguinheda inclui a construção da ETAR e da estação elevatória compacta, através da qual serão elevadas e encaminhadas as águas residuais. Este equipamento, dotado de avançada tecnologia, vai aumentar o nível de tratamento dos esgotos em condições ambientalmente seguras. A infraestrutura está dimensionada para uma população de 200 habitantes, no horizonte temporal de 40 anos. Em virtude da ampliação da rede, a futura ETAR de Sanguinheda vai servir também a população da localidade de Catraia dos Poços.

Já a localidade de Casal de S. José, que se encontra infraestruturado com rede de drenagem que encaminha todas as águas residuais até duas fossas séticas, vai beneficiar de uma solução que permite a otimização e uma gestão mais eficiente da capacidade instalada. Esta solução passa pela instalação do sistema de coleta e transporte de águas residuais (sistemas gravíticos e sistemas elevatórios), de forma a encaminhá-las para o sistema de Alagoa, suprimindo, assim, as duas fossas séticas existentes naquela localidade. A população a servir totalizará 150 habitantes no horizonte temporal do projeto (de 30 anos).

Na sessão de assinatura do contrato da empreitada, decorrida no Centro Empresarial e Tecnológico de Arganil, Luís Paulo Costa contou ao seu lado com os presidentes de junta de S. Martinho da Cortiça e de Arganil, António José Dias e João Travassos, respetivamente. Tratando-se de “obras revindicadas há largos anos” e “muito necessárias no território”, os autarcas partilharam da satisfação do presidente da Câmara em ver avançar uma empreitada com significativas vantagens quer para qualidade dos serviços de saneamento prestado à população, quer para a melhoraria do efluente libertado para o meio hídrico, contribuindo para a preservação do ambiente.